Empresário preso em operação contra pirâmide financeira já era alvo de alertas da CVM

Comissão de Valores Mobiliários já havia proibido atividades de Jonathan Bispo e suas empresas em março por atuação ilegal no mercado de investimentos.


Por Rota Araguaia em 12/09/2025 às 12:09 hs

Empresário preso em operação contra pirâmide financeira já era alvo de alertas da CVM
Foto: Agência Brasil

Redação

O empresário Jonathan Rosa Vieira Bispo, de 42 anos, preso nesta sexta-feira (12) durante a Operação Rede de Mentiras, já vinha sendo monitorado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) desde março deste ano. Segundo o Ministério da Fazenda, ele atuava ilegalmente na captação de recursos e na oferta de serviços de investimento sem autorização, utilizando empresas como Metaverso Assessor de Investimento Ltda., Metaverso Soluções Digitais Ltda. e o site metaverso.ltda.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), apontam que Jonathan liderava um sofisticado esquema de pirâmide financeira com atuação nacional. O grupo oferecia promessas de lucros mensais de até 7%, sem qualquer garantia real, atraindo investidores em diversos estados. Canais digitais, como o YouTube — em especial o canal Treta Trader —, eram utilizados para recrutar vítimas.

Além da prisão, a operação cumpriu mandados de busca, apreensão e sequestro de bens, resultando no bloqueio de mais de R$ 1,3 milhão. Outras empresas ligadas ao investigado, como Multiverso Digital Ltda. e Bispo Investments Ltda., são apontadas como fachadas para movimentar os valores obtidos de forma ilícita.

Em março, a CVM já havia emitido um Ato Declaratório, determinando a suspensão imediata das atividades das empresas e proibindo qualquer divulgação de investimentos em sites, aplicativos ou redes sociais. A autarquia ressaltou que tais práticas violam a legislação vigente.

A operação apura crimes como estelionato, lavagem de dinheiro, associação criminosa e crimes contra a economia popular. Até agora, 27 vítimas já prestaram depoimento, mas a Polícia Civil acredita que o número de prejudicados seja muito maior, com prejuízos que variam de alguns milhares a centenas de milhares de reais.

Relatos indicam ainda que algumas vítimas sofreram ameaças ao cobrar a devolução dos valores investidos. A Justiça determinou a suspensão do registro das empresas envolvidas e proibiu os investigados de exercer qualquer atividade econômica.

 

O nome da operação, Rede de Mentiras, faz referência ao uso de redes sociais para atrair vítimas com promessas de lucro fácil, em um esquema que movimentou grandes quantias de forma fraudulenta.



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